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Contexto

Segundo levantamento da União da Agroindústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a Região Centro-Sul do Brasil encerrou o último período de moagem da safra 2018/2019 com um acumulado de 562 milhões toneladas de cana-de-açúcar processadas e 78 milhões toneladas de açúcar equivalente produzidas. A longa estiagem no meio do ano e as altas temperaturas reduziram o rendimento agrícola do canavial, afetando a disponibilidade do produto.

A menor destinação de cana para a fabricação de açúcar – assim como o declínio das cotações do insumo – decorre da elevação dos estoques internacionais em função da produção recorde em países asiáticos. Por outro lado, foi registrado crescimento da destinação para a fabricação de etanol, movimento estimulado pelas altas do dólar e do petróleo e pela política de reajustes da Petrobras.

A comercialização de combustíveis no mercado brasileiro – segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – foi de 136 bilhões de litros em 2018, ano-base de consolidação dos dados. O destaque é o incremento de 42,1% nas vendas de etanol hidratado, que havia sido de 13,642 bilhões de litros em 2017 e passou para 19,385 bilhões de litros em 2018. A gasolina, por sua vez, teve redução no volume comercializado, de 13,1% em relação a 2017, passando de 44,150 bilhões de litros para 38,352 bilhões de litros. O etanol anidro (misturado à gasolina) acompanhou essa queda.

Houve ainda aumento de 7,6% nas vendas de querosene de aviação (QAV) – de 6,637 bilhões de litros em 2017 para 7,144 bilhões de litros em 2018 –, decorrente da recuperação do setor de aviação; e de crescimento de 1,4% na comercialização de óleo diesel B no mesmo comparativo, resultado da recuperação econômica, tendo como principais indicativos o maior licenciamento de veículos novos (ônibus e caminhões) e de venda de máquinas agrícolas.

Resultados financeiros

|GRI 102-7, 103-2, 103-3|

Em 2018/2019, registramos 59,7 milhões de toneladas de cana moída, redução de 2% em relação ao volume registrado na safra anterior (61,2 milhões de toneladas). O clima mais seco impactou a produtividade, medida pela combinação dos indicadores de ATR (Açúcar Total Recuperável – por tonelada de cana moída, em quilos) e TCH (Toneladas de Cana colhida por Hectare), que foi de 9,2 toneladas de ATR/hectare, redução de 6% na comparação com a safra anterior. Ainda assim, a produção de açúcar equivalente foi 1% superior à obtida em 2017/2018, reflexo de maior eficiência industrial.

Em Combustíveis, o ano-safra também foi desafiador, principalmente em virtude da greve dos caminhoneiros e da alta volatilidade dos preços internacionais. Foram necessários esforços adicionais na otimização da estratégia de suprimento e comercialização, com foco no relacionamento sustentável com a rede de postos revendedores.

Raízen Energia

A receita líquida ajustada alcançou R$ 22,4 bilhões, incremento de 45% em relação à safra anterior em razão da consolidação dos resultados da comercializadora de energia elétrica WX, a partir de agosto 2018, e das operações de trading de derivados.

As vendas totais de açúcar somaram R$ 3.865,7 milhões, montante 37,3% menor na comparação com 2017/2018. Já as vendas totais de etanol, na mesma relação, tiveram incremento de 22,2%, totalizando R$ 9.096,3 milhões. As vendas de energia cogerada, por sua vez, somaram R$ 3.463,5 milhões (aumento de 263,7%).

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,9 bilhões, com redução de 29,4% em relação a 2017/2018, refletindo os menores preços realizados de açúcar e a queda dos volumes vendidos da commodity – em linha com a nossa estratégia de produção e comercialização para a safra.

O custo dos produtos vendidos foi de R$ 20,7 bilhões, com aumento de 66% em razão, principalmente, do maior volume de trading de energia elétrica e outros produtos. O custo caixa unitário dos produtos próprios vendidos9 foi de R$ 678/ton, impactado pelo maior custo do diesel, menor produtividade do canavial e inflação nos custos.

As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 1,5 bilhões em 2018/2019, aumento de 1% em relação à safra anterior pelo maior volume vendido de açúcar no quarto trimestre.

Os investimentos totalizaram R$ 2,6 bilhões no ano-safra, acréscimo de 11%, em função do maior dispêndio em plantio e trato cultural.

9 Exclui depreciações e amortizações de plantio, trato cultural, agrícola, industrial e manutenção de entressafra.

Raízen Energia – Distribuição do Valor Adicionado na safra |GRI 201-1|

Clique aqui e acesse a Demonstração do Valor Adicionado completa referente à Raízen Energia.

Raízen Combustíveis

Em outubro de 2018 a Raízen Combustíveis iniciou as operações na Argentina. Apesar de ainda não ser considerado nos indicadores da Global Reporting Initiative (GRI), devido ao pouco tempo de operação, o resultado financeiro desses ativos passou a estar em linha com as demonstrações financeiras.

Raízen Combustíveis Brasil

O volume total vendido10 no ano-safra foi 1,5% maior em relação a 2017/2018. As vendas de etanol cresceram 37,8%,, seguidas de combustível para aviação (9,2%) e de diesel (3,7%) – o que compensou a retração na comercialização de gasolina (-14,9%).

A receita operacional líquida alcançou R$ 82,6 bilhões no ano, incremento de 3% em razão de maior volume vendido e do aumento do preço médio dos produtos – afetado pelos preços internacionais de combustíveis e câmbio.

O Ebitda Ajustado foi de R$ 2,8 bilhões, queda de 8% em relação ao ano-safra anterior, impactado principalmente pelo aumento do preço dos combustíveis no mercado internacional e pela greve dos caminhoneiros – na primeira metade do ano-safra.

10 Exclui vendas para outras distribuidoras conforme metodologia Plural.

Raízen Combustíveis Argentina

A instabilidade econômica, marcada pela desvalorização do peso argentino frente ao dólar americano e pelas elevadas taxas de juros, afetou diretamente a demanda de combustíveis, que encerrou o exercício com redução de 2% nos volumes de gasolina e diesel. Nesse contexto – e considerando apenas o período entre outubro 2018 a março de 2019 –, a Raízen Argentina registrou os seguintes resultados:

O volume total processado foi de 88 mil barris/dia, com fator de utilização da refinaria de 81%. A operação foi afetada por uma parada programada em uma das plantas de refino.

A receita liquida foi de U$ 830 milhões, impactada negativamente pelo menor volume e preços médios de venda nos principais produtos, parcialmente compensando pelo maior volume no segmento aviação.

O Ebitda das operações de refino e distribuição de combustíveis e outros derivados foi de US$ 83,5 milhões.

Raízen Combustíveis Total

As operações da Raízen Combustíveis no Brasil e na Argentina registraram, no consolidado, lucro líquido de R$ 1.708 milhões. Os esforços para a captura das sinergias mapeadas entre as operações nos dois países estão em andamento, com expectativa de ganho de cerca de US$ 50 milhões.

Raízen Combustíveis – Distribuição do Valor Adicionado na safra |GRI 201-1|

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