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Pegada de carbono: tire suas principais dúvidas sobre o assunto!

Quer saber mais sobre o que é pegada de carbono e como a Raízen vem gerindo esse tema? Confira o artigo que preparamos!

Por: Times de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Raízen Data: 15/12/2021 Tempo de leitura: 14 Minutos

Você já ouviu falar sobre pegada de carbono? Esse é um termo que tem ganhado relevância nos últimos anos, mas que segue desconhecido por muitos, apesar da direta relação com as mudanças climáticas.

Pensando nisso, preparamos um artigo completo sobre pegada de carbono, sua importância e como empresas e a Raízen vêm trabalhando para reduzir a pegada de carbono dos produtos e da cadeia de valor!

Uma leitura que vale a pena. Confira 😊

O que é pegada de carbono?

A pegada de carbono é um dos indicadores contemplados pela Avaliação de Ciclo de Vida e consiste em calcular todas as emissões de gases do efeito estufa (GEE) atreladas a um produto ou processo.

Entre todos os critérios considerados no ACV de um produto, a pegada de carbono é o que ganha mais destaque devido à urgência no endereçamento e no combate às mudanças climáticas.

O cálculo da pegada de carbono, por considerar todas as emissões de GEE ao longo do ciclo de vida do produto, é uma ferramenta de gestão de emissões muito importante para as empresas. Cada vez mais, mercados maduros no tema de mudanças climáticas têm usado esse indicador como um critério de seleção ou de prêmio para produtos como combustíveis e energia.

Mas, afinal, o que significa ACV?

A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma técnica desenvolvida para mensuração dos possíveis impactos ambientais causados pela fabricação e utilização de determinado produto.

O processo é dividido por etapas. Primeiro, são levantados e utilizados os dados em todas as fases do ciclo de vida do produto (da produção ao consumo) e, se for o caso, a reciclagem e o reúso.

Isso porque qualquer produção pode atingir o meio ambiente de diferentes formas. Então tudo que está envolvido no ciclo de vida de um produto é medido e relacionado a diferentes categorias de impactos ambientais.

Dessa forma, conseguimos entender os danos ou benefícios que provêm da fabricação e do uso de um produto específico!

Por que o termo pegada de carbono é importante e quando esse termo surgiu?

O termo pegada de carbono surgiu do inglês carbon footprint e faz uma analogia às pegadas: ao andarmos, deixamos marcas por onde passamos. O mesmo acontece com a emissão de dióxido de carbono: elas deixam marcas no planeta.

A expressão foi criada quando William Rees e Mathis Wackernagel, pesquisadores da década de 1990, lançaram o livro “Pegada Ecológica – Reduzindo o impacto do ser humano na Terra”.

Esse conceito é importante porque, quando calculamos a pegada de carbono de produtos, enxergamos com mais clareza os impactos causados na atmosfera e nas mudanças climáticas.

Com isso, conseguimos gerir de forma mais robusta as emissões e buscar tecnologias e formas de produção e consumo mais responsáveis, prevenindo futuros riscos de desequilíbrio a ecossistemas.

A importância da pegada de carbono para os mercados

A pegada de carbono é uma ótima ferramenta de gestão, já que permite a comparação entre o impacto ambiental de diferentes produtos (ou mesmo produtos de diferentes produtores).

Por isso, ela é um conceito viável para mercados mais maduros no tema de mudanças climáticas, já que permite a seleção de produtos menos nocivos ao ambiente. E eles funcionam como incentivadores para as empresas: quanto mais elas criam estratégias para reduzir a pegada de carbono dos produtos, mais ganham vantagens e espaço em mercados emergentes.

Bons exemplos desses mercados são a União Europeia e a Califórnia, que tendem a valorizar ainda mais portfólios com uma menor pegada de carbono.

A pegada de carbono dos produtos Raízen

Aqui na Raízen, realizamos uma gestão robusta das emissões, além de estudarmos e analisarmos o ciclo de vida dos produtos. Isso nos ajuda a reduzir cada vez mais a pegada de carbono do nosso açúcar, etanol, E2G, bioeletricidade e pellets (combustíveis de biomassa).

Inclusive, utilizamos esses indicadores como ferramenta de diagnóstico das nossas operações. Assim, conseguimos direcionar esforços nos processos mais ofensores e aumentar o potencial de descarbonização dos nossos produtos em nível global.

Conheça nossos planos para a redução de carbono

Sabia que contamos com uma agenda de compromissos públicos? A meta é reduzir em até 10% a pegada de carbono do etanol e do açúcar até 2030! Ah, e você também pode conhecer de perto nossa gestão de riscos climáticos aqui

Agentes da descarbonização Raízen

Além de trabalharmos para reduzir as emissões, também temos o papel de oferecer soluções de baixo carbono (ajudando na evolução dos nossos clientes e fornecedores nessa jornada).

Hoje os produtos renováveis da Raízen já evitam mais de 5,2 MM de tCO2 e queremos aumentar mais esse número, por meio da substituição de outras fontes fósseis.

Neste vídeo, mostramos melhor as emissões que já conseguimos evitar:




A importância de reduzir a pegada de carbono

Em 2015, o Acordo de Paris colocou os holofotes sobre uma pauta urgente: a contenção do aquecimento global e a necessidade de impedir que a temperatura da Terra aumente 2 ºC em relação à era pré-industrial. Atualmente, com a evolução dessa pauta e com a maior clareza da urgência das ações necessárias, se discute que devamos dedicar esforços para impedir o aumento da temperatura em 1,5 °C.

Contudo, apesar da alta visibilidade da temática e de governos e empresas começarem a desenvolver ações para mitigar os impactos das emissões de gases, ainda precisaríamos de 1,7 planeta para sustentar nosso ritmo de consumo, conforme indicam dados do GFN (Global Footprint Network).

A má notícia? Não existe 0,7 planeta a mais. Não existe planeta B. É preciso diminuir a pegada de carbono agora!

COP26 e o papel das empresas da descarbonização

Debater os impactos das mudanças climáticas globalmente é uma missão urgente e que está mobilizando líderes de todo o mundo.

Uma das pautas centrais da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – a maior e mais importante conferência do clima do planeta – foi a discussão de ações que diminuam as emissões de GEE em escala global e como as empresas e os governos podem atuar nessa jornada.

Para alcançar esse objetivo, a COP26 reafirmou a urgência de traçar metas para reduzir a queima de combustíveis fósseis, incentivando o investimento em pesquisa e tecnologias baseadas em fontes de energia limpa. A exemplo das iniciativas promovidas pela Raízen, que foram promovidas como cases de sucesso do Acordo de São Paulo da CETESB.

Entendendo o nosso papel para redefinir o futuro da energia, o nosso Gerente de Sustentabilidade, André Valente, participou da COP26 para representar a Raízen nessa jornada de descarbonização.

Como reflexo do avanço de maturidade e relevância do tema perante a estratégia da empresa, fomos reconhecidos em 2021 na seleta lista de empresas (A-List) que estão liderando o combate à mudanças climáticas segundo o CDP Mudanças do Clima, iniciativa do setor financeiro que se tornou referência mundial em gestão dos impactos provocados pela mudança de clima, sendo termômetro importante na avaliação de investimentos alinhados à agenda ESG.


Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que é a pegada de carbono e conhece alguns caminhos possíveis para reduzi-la, confira como a Raízen está descarbonizando a economia e contribuindo com a geração de energia limpa no Brasil.

Conheça a Raízen

Para garantir a energia que move o mundo, temos um ecossistema integrado e
único de atuação: desde a produção e venda de energia renovável e açúcar a partir
da cana-de-açúcar, levando também essa energia para diversos cantos no mundo.

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